Banner do Site de Topo
Portal Internet TratoLixo > Actividade > Ecoparque da Abrunheira > Páginas > Default.aspx  

Ecoparque da Abrunheira 

 
 
Na localidade da Abrunheira (Mafra), está actualmente em construção um Ecoparque composto por uma Central de Digestão Anaeróbia (CDA), 3 Células de Confinamento Técnico (CCT) de apoio, uma Estação de Tratamento de Águas Residuais Industriais (ETARI) e um Ecocentro.

Estas unidades assumem uma importância fulcral de toda a estratégia de gestão de resíduos da TRATOLIXO. A nova CDA permitirá à TRATOLIXO efectuar o tratamento da totalidade dos resíduos produzidos no Sistema, dando resposta à necessidade nacional de desviar de aterro sanitário os resíduos urbanos biodegradáveis, privilegiando a valorização orgânica e energética deste tipo de resíduos.

Estas infra-estruturas terão um papel fundamental para a redução de custos actualmente suportados para o tratamento dos resíduos e o seu encaminhamento a destino final.


Aspecto geral da obra





CENTRAL DE DIGESTÃO ANAERÓBIA DA ABRUNHEIRA (CDA)

A Central de Digestão Anaeróbia da Abrunheira irá receber anualmente 200.000 toneladas de resíduos sendo, à data, a maior unidade de tratamento do país.

A nova unidade contemplará uma linha da central para o processamento dos resíduos orgânicos recolhidos selectivamente, com a capacidade de processamento de 40.000 toneladas, e duas linhas, com a capacidade de processamento de 80.000 toneladas cada, para o processamento dos resíduos indiferenciados, havendo tratamentos distintos para os diferentes tipos de resíduos e produção de um composto de classe I, proveniente do tratamento dos resíduos recolhidos selectivamente e de um composto de classe III, de qualidade inferior, proveniente do tratamento dos resíduos indiferenciados.

No pré-tratamento será possível recuperar uma quantidade significativa de materiais recicláveis que serão encaminhados para reciclagem.

Neste processo, parte da matéria biodegradável é transformada em biogás, gás essencialmente constituído por metano que é um gás combustível, e numa lama digerida. O gás é aproveitado e transformado em energia eléctrica, posteriormente lançada na Rede Eléctrica Nacional (REN) constituindo uma fonte de energia renovável, e a lama digerida é estabilizada por compostagem dando origem a composto com possível valor comercial.

A implementação deste tipo de sistemas comporta um grupo de vantagens significativas, entre as quais se destacam:

- Criação de valor a partir de resíduos orgânicos, oriundo da venda de energia renovável e da venda de recicláveis e composto;

- Uso deste tipo de energia em substituição de energia proveniente de combustíveis
fósseis;


- Redução das emissões de gases de efeito de estufa comparativamente a outros
métodos de tratamento;


- Solução que permite alcançar as metas exigidas em Directiva Comunitária de redução
de deposição de resíduos orgânicos em aterro sanitário;


- Tecnologia com um grande potencial de adaptação às diversas especificações de cada projecto.




Clique aqui para ver o Esquema com mais detalhe

FUNCIONAMENTO DA CDA DA ABRUNHEIRA 
BREVE DESCRIÇÃO DO PROCESSO


SISTEMA DE RECEPÇÃO E DESCARGA

O sistema de recepção e descarga de resíduos efectua-se em zona fechada. Este sistema garante que a operação de descarga se efectue sem a possibilidade de emissões de odores e partículas para o exterior, situação que é reforçada pela ligeira depressão, criada pelo sistema de captação e renovação de ar. O edifício onde se procede à recepção e descarga dos resíduos está preparado para receber os camiões de recolha municipal, como veículos maiores de transferência de resíduos, com volume máximo de 90 m3. Existem 2 fossas de recepção sendo uma para RSU e a outra para RUB, e a alimentação das 3 linhas de tratamento (2 para RSU e 1 para RUB) é feita através de uma garra mecânica com capacidade de 6 m3.


PRÉ-TRATAMENTO

O processo de pré-tratamento tem por objectivo a separação da fracção dos resíduos com diâmetro entre 60 e 15 mm, considerada como a mais indicada para o processo de digestão anaeróbia desta central.
O pré-tratamento inicia-se com a separação de volumosos por triagem manual, antes da alimentação aos crivos rotativos. Aqui são recuperadas quantidades significativas de cartão e plásticos passíveis de serem recicladas.
Também os designados monstros são removidos nesta etapa.
Em termos de crivagem consideraram-se 3 trómeis de 60 mm que, através de movimentos de rotação, favorecem a queda dos materiais com granulometria igual ou inferior a 60 mm. Nestes equipamentos estão instaladas facas metálicas de grande dimensão que permitem proceder à abertura de sacos e potenciar a eficiência desta crivagem.
A fracção inferior a 60mm é sujeita a uma separação magnética e encaminhada para um crivo vibratório com uma malha de 15 mm, onde é rejeitada a fracção menor obtendo-se o diâmetro dos resíduos que se pretende introduzir nos digestores (entre 15 e 60 mm). A fracção entre 15 e 60 mm é ainda sujeita a uma separação balística, de forma a expurgar os elementos pesados da matéria, como vidros e pedras, que poderiam ser prejudiciais ao funcionamento do digestor.
A fracção finos (< a 15mm) e de pesados é enviada para aterro.



TRIAGEM SECUNDÁRIA

Os materiais que não passam pela malha do trómel, superiores a 60 mm, são considerados rejeitados, mas antes de encaminhados a destino final são ainda sujeitos a uma separação magnética, a triagem manual e a separação por correntes de Foucault. Nesta etapa recuperam-se diversos materiais recuperando-se metais ferrosos, não ferrosos e papel/ cartão, filme plástico, ECAL e plásticos mistos. Os recicláveis recuperados serão prensados e enviados para reciclagem.
Os rejeitados da triagem manual constituem o CDR “pobre” e serão encaminhados para semi-reboques de 90 m3 e enviados para a 4ª linha da Valorsul ou, em alternativa, processados por forma a constituir CDR para utilização em cimenteiras como co-combustível.



DIGESTÃO ANAERÓBIA

A fracção entre 15 e 60 mm é misturada com material já digerido proveniente dos digestores, funcionando como inoculador para garantir um arranque anaeróbio rápido e suave. O substrato é bombeado para os digestores.
O tempo de permanência do substrato nos digestores é de cerca de 39 dias, com uma temperatura estável de 55ºC.
Existem 3 digestores (2 para RSU e 1 para RUB) com 27 metros de altura e um volume total de 3700 m3, ainda que o seu enchimento com substrato apenas seja feito até 83% da sua capacidade. O volume restante é o designado céu gasoso, onde se vai acumular o biogás produzido no processo de digestão anaeróbia.
A circulação do substrato no interior do digestor é feita sem o recurso a qualquer equipamento mecânico, processando-se apenas com a injecção de biogás (recirculado a partir da produção do próprio digestor) a uma pressão de 10 bar na laje de fundo. Este processo provoca a deslocação do substrato, a sua homogeneização e a eliminação de bolsas de biogás.
Após a saída do digestor, o substrato é desidratado de forma a prosseguir para a etapa de compostagem. Esta desidratação é feita por equipamentos em série, que vão apurando a separação da componente sólida da componente líquida. Estes equipamentos, prensas, tamisadores e centrífugas, permitem a separação de 95% da fracção sólida do substracto, que segue para a compostagem.
O biogás é captado no topo dos digestores, parte é enviado para os compressores para injecção no fundo dos digestores e a restante parte para os moto-geradores da unidade de cogeração, a partir dos quais se produz a energia eléctrica a introduzir na Rede Eléctrica Nacional.



COMPOSTAGEM

Nesta etapa o digerido é misturado com material estruturante e introduzido nos túneis, passando à fase aeróbia de tratamento da matéria orgânica.
Existem 10 túneis de compostagem: 3 para RUB e 7 para RSU. Os túneis, que proporcionam o arejamento forçado do substrato, ficam completamente fechados durante o período de permanência, cerca de 6 dias para o substrato proveniente de RSU e 2 semanas para o substrato proveniente de RUB, sendo o controlo dos parâmetros do processo, humidade, oxigénio, temperatura, feitos em contínuo, de modo a determinar a injecção de ar necessário e eventual rega.
Segue-se uma etapa de maturação, feita em nave independente, com formação de pilhas e revolvimento com equipamento mecânico. Aqui conclui-se a compostagem, com uma permanência de 1 semana para o composto RSU e 4 semanas para o composto RUB.



AFINAÇÃO E EXPEDIÇÃO DE COMPOSTO

O composto, antes de expedido é submetido a uma afinação mecânica que permitirá remover os contaminantes.
Esta afinação é feita com uma crivagem de 12 mm e a separação em mesa densimétrica das fracções pesadas, finas pesadas e leves, que serão enviadas para aterro.
O composto final é armazenado em nave própria, com zonas independentes para armazenamento do composto RSU e RUB, com capacidade de para 1 mês e 4 meses de cada produto respectivamente.



TRATAMENTO DO AR

Todas as naves são fechadas e possuem extracção de ar para tratamento em biofiltros, que se situam no telhado dos túneis de compostagem. Existem 2 biofiltros com uma área aproximada de 1000 m2 que permitirão tratar cerca de 195 000 m3/h de ar.


EFLUENTES LÍQUIDOS

Todos os efluentes líquidos são enviados para a ETARI do Ecoparque onde serão tratados. Após esse tratamento, a água obtida será reutilizada como água industrial na CDA.



CÉLULAS DE CONFINAMENTO TÉCNICO DA ABRUNHEIRA (CCT)

Junto à unidade de digestão anaeróbia da Abrunheira serão construídas três células de confinamento técnico de apoio, de modo a receber a parte dos refugos dos processos de tratamento e valorização de resíduos não passíveis de qualquer outro tipo de valorização, bem como os resíduos inertes produzidos no Sistema. Face às linhas mestras com que a TRATOLIXO se pauta - promoção da reciclagem, reaproveitamento de resíduos e a sua valorização com vista a uma efectiva redução de resíduos a encaminhar para aterro - prevemos prolongar o tempo de vida útil das CCT em 20 anos.
Com um volume total de cerca de 2 400 000 m3, as células ocuparão uma área total de cerca de 11 hectares, prevendo-se que o início da sua exploração coincidirá com o arranque do funcionamento da Central de Digestão Anaeróbia.



Vista geral das Células de Confinamento Técnico (em fase de construção)

ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS INDUSTRIAIS (ETARI)

Esta instalação de tratamento visa a depuração das águas residuais provenientes da Central de Digestão Anaeróbia, das células de confinamento técnico e ainda, de águas residuais equiparadas a urbanas provenientes das instalações de apoio ao EcoParque da Abrunheira.


ECOCENTRO DA ABRUNHEIRA

Construído no Ecoparque da Abrunheira, este será o segundo Ecocentro da empresa a funcionar com recepção ao público, prevendo-se o início da sua exploração com o arranque das restantes infra- -estruturas do Ecoparque.
Os resíduos admissíveis deverão ser depositados selectivamente em quantidades com limites definidos em regulamento específico, admitindo-se resíduos como baterias de automóvel, REEE, lâmpadas fluorescente, madeiras e paletes, metais (sucatas), mobílias e outros monstros, óleos alimentares e minerais, roupas usadas, papel e cartão, pilhas e acumuladores, plásticos, embalagens metálicas e ECAL, pneus, “esferovite” (EPS), RC&D, resíduos de jardins e parques, solventes e tintas e vidro de embalagem.




Aceda aqui ao Folheto sobre o Ecoparque da Abrunheira contendo informação mais detalhada

Consulte aqui Folheto das Regras QAS Ecoparque da Abrunheira.





 Temas de Conteúdos

© Tratolixo. Todos os direitos reservados. | Ficha Técnica
header.bg