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Ecoparque de Trajouce
Localizado na freguesia de S. Domingos de Rana, concelho de Cascais, o Ecoparque de Trajouce é actualmente composto por uma central industrial de tratamento de resíduos sólidos (CITRS), uma estação de triagem de papel e cartão, um ecocentro, um aterro sanitário, já selado, e uma unidade de valorização energética do biogás do aterro.
Consulte aqui o Folheto das Regras QAS ( Regras de Qualidade e Ambiente do Ecoparque de Trajouce).
Ir para a página dos Regulamentos de Admissibilidade de Resíduos (inclui tarifas)
CENTRAL INDUSTRIAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS (CITRS)
Trata-se de uma Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico por Compostagem, com uma capacidade nominal de recepção de resíduos indiferenciados de 150 000 toneladas/ano, capacidade nominal de tratamento de 500 toneladas/dia e capacidade de tratamento biológico de 60 000 toneladas/ano.

FUNCIONAMENTO DA CITRS DE TRAJOUCE
BREVE DESCRIÇÃO DO PROCESSO
RECEPÇÃO E DESCARGA
Os RSU's indiferenciados, cerca de 500 toneladas por dia, são descarregados na zona de recepção após pesagem das viaturas de recolha na báscula de entrada das instalações, sendo depois encaminhados para pré-tratamento com recurso a uma pá carregadora.
PRÉ-TRATAMENTO
No pré-tratamento ocorre uma primeira separação dos resíduos em crivos com malha de 120 mm. Os resíduos que possuem dimensão superior à malha destes crivos são encaminhados para a triagem manual de resíduos indiferenciados, onde é efectuada uma selecção de cartão, filme plástico, PET e algum alumínio.
Os resíduos com dimensões inferiores a 120 mm são sujeitos a separação magnética através de um electroíman, recuperando-se nesta etapa os metais ferrosos (aço e ferro).
Os restantes resíduos dão entrada num segundo conjunto de crivos com malha de 80 mm.
Os materiais recuperados são enfardados e encaminhados para reciclagem.
Os resíduos com dimensão inferior a 80 mm (na qual se inclui a fracção orgânica dos RSU indiferenciados) são directamente encaminhados para os parques de compostagem (Tratamento Biológico).
Os resíduos que não são recuperados na triagem manual e a fracção não passante da crivagem a 80 mm constitui o refugo do pré-tratamento e é actualmente encaminhado para destino final. Futuramente constituirá matéria-prima para a produção de Combustíveis Derivados de Resíduos (CDR).
TRATAMENTO BIOLÓGICO
Nos parques de compostagem processa-se o Tratamento Biológico através da maturação, arejamento e revolvimento da fracção orgânica dos RSU indiferenciados ao longo de várias etapas, seguindo no final para uma unidade de afinação.
AFINAÇÃO
A afinação da matéria compostada é realizada por crivos e mesas densimétricas vibratórias para eliminação de materiais inertes contaminantes (pedras, vidros, plásticos, etc.) resultando no produto CAMPOVERDE - correctivo orgânico agrícola estabilizado, higienizado e homogeneizado - indicado para aplicação em culturas de vinha, pomares, cereais de Outono/Inverno, milho, pastagens, forragens, relvados, floricultura, jardinagem e paisagismo.

Veja aqui o Folheto do Composto Campoverde
ESTAÇÃO DE TRIAGEM
Em 1999 entrou em funcionamento a Estação de Triagem de Resíduos, tendo em vista a valorização de um número crescente de resíduos face às exigências normativas, bem como a redução das quantidades depositadas em aterro, por motivos de racionalidade ambiental e económica.
Esta unidade é composta por duas linhas de triagem, uma de triagem negativa da fileira de papel/cartão no Centro de Triagem II e outra de triagem positiva de embalagens no Centro de Triagem I (multireciclagem).
Representação esquemática do processamento de resíduos de Papel e Cartão

No entanto, uma vez que a capacidade de processamento do Centro de Triagem I se encontra muito aquém das necessidades do Sistema, o processamento das embalagens da recolha selectiva (ecoponto amarelo) passou a ser efectuado no Centro de Triagem da Valorsul.
Uma vez excedida a sua capacidade, está em processo de análise a construção de uma nova instalação no âmbito do Plano Director de Trajouce.
Representação esquemática do funcionamento do Circuito de Triagem de Embalagens

ECOCENTRO DE TRAJOUCE
O Ecocentro de Trajouce recebe, armazena e acondiciona temporariamente diversos tipos de resíduos com potencial de reciclagem mas cujas características os impedem de serem recolhidos através dos habituais esquemas de remoção, tais como monstros, resíduos de jardins e parques e resíduos de limpeza.
Os monstros são recebidos e separados. Os resíduos com potencial de reciclagem e recuperação, são segregados e valorizados de acordo com o fluxo ou fileira a que pertencem.
Quanto aos resíduos de jardins e parques, procede-se à trituração dos resíduos lenhosos através de uma máquina destroçadora. O produto final, a estilha, é encaminhada para valorização e os materiais rejeitados são encaminhados para aterro.
Os resíduos de limpeza são triados separando-se as terras e pedras que são posteriormente enviadas para um aterro de inertes. A fracção restante é encaminhada para um aterro comum.
Para além da recepção dos resíduos já enunciados, o Ecocentro de Trajouce é um ponto acreditado de recolha de pneus usados e um centro de recepção de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos (REEE), recebendo ainda os seguintes fluxos e fileiras de resíduos: madeiras de embalagem e não embalagem, metais ferrosos, plásticos rígidos, baterias de automóveis, lâmpadas fluorescentes e pilhas e acumuladores.
Esta unidade possui ainda um cais de vidro que funciona como ponto de descarga, armazenamento temporário e carga do vidro recolhido selectivamente com vista ao encaminhamento para a indústria recicladora.
Representação esquemática do funcionamento do Ecocentro em Trajouce

ATERRO SANITÁRIO DE TRAJOUCE
VALORIZAÇÃO ENERGÉTICA DO BIOGÁS
Implantado numa área de aproximadamente 7 hectares, a exploração do aterro sanitário de Trajouce teve início em Setembro de 1997.
Foi encerrado em 2003 após a deposição de mais de 1.500.000 toneladas de resíduos, tendo a obra da selagem terminado em Setembro de 2005.
Selado o aterro e de acordo com o Decreto-Lei n.º 152/2002, de 23 de Maio, o biogás gerado deveria ser objecto de drenagem e tratamento.
Assim, em 2008, após uma série de intervenções no aterro com vista à optimização no sistema de captação e drenagem do biogás e posterior análise de funcionamento do sistema, concluiu-se da efectiva viabilidade do aproveitamento energético do aterro.
O sistema de valorização energética do biogás do Aterro de Trajouce entrou em funcionamento em Agosto de 2009, após obtenção das devidas licenças.
Esta recuperação permite uma produção anual de cerca de 6 GW/ano, o equivalente ao abastecimento de cerca de 767 famílias com um consumo médio anual de 622 Kw/h.

Centro electroprodutor do biogás do aterro de Trajouce
Uma das razões fundamentais para a recuperação do Biogás é o aspecto ambiental, relativamente à redução do efeito de estufa. O metano, um dos componentes do biogás, tem um peso significativo na contribuição para o efeito de estufa, que afecta a temperatura à superfície da terra. O aproveitamento do biogás para fins energéticos contribui para a melhoria da qualidade ambiental do aterro e das zonas envolventes, uma vez que os componentes que causam odores desagradáveis são extraídos e destruídos durante o processo de combustão.
Para o Sistema de Valorização Energética do Biogás do Ecoparque de Trajouce, a TRATOLIXO estabeleceu um contrato de parceria com a Tratogás Bioenergias, Lda., por um período de 10 anos.
PLANO DIRECTOR DE TRAJOUCE
Reformulado o conceito estratégico do EcoParque da Abrunheira interessava voltar a olhar para Trajouce, tendo as restantes empreitadas previstas no Plano de Investimentos para o EcoParque sido alvo de uma reanálise de modo a integrar todas as alterações previstas
para este pólo.
Foi criado um Grupo de Trabalho Multidisciplinar tendo em vista o levantamento de todas as necessidades de requalificação e de novas infra-estruturas, de modo a possibilitar a integração de todas as empreitadas a levar a cabo e a elaboração de um único projecto para este EcoParque.
Neste âmbito, foi adjudicada a uma entidade externa a realização de um Plano Director das Novas Infraestruturas e Instalações do EcoParque de Trajouce.
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Deste modo o EcoParque de Trajouce foi alvo de uma análise profunda com vista ao levantamento de todas as necessidades de requalificação e de novas infraestruturas, de modo a possibilitar a integração de todas as empreitadas a levar a cabo e a elaboração de um único projecto para este Ecoparque.
Foi então elaborado um Plano Director para Trajouce que define a proposta de actuação da TRATOLIXO nas instalações de Trajouce, tendo em vista a adaptação às novas opções estratégicas e a melhoria das condições logísticas e operacionais existentes, através da:
- execução de novas infra-estruturas e instalações;
- reformulação / reabilitação de infra-estruturas e instalações existentes. |
NOVO LAYOUT DO ECOPARQUE DE TRAJOUCE

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