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História da Empresa 

 
  A origem da TRATOLIXO remonta a 1980, ano em que se deu início a um conjunto de reuniões de trabalho entre representantes dos Municípios de Cascais, Oeiras e Sintra, com vista à resolução de problemas inerentes ao tratamento de resíduos sólidos urbanos. Foi consensual a necessidade de construir uma unidade de tratamento para receber e tratar os resíduos produzidos na área destes municípios.

Na sequência destes trabalhos foi lançado, em 1984, um concurso público para a concepção e construção de uma central de tratamento mecânico e biológico (TMB), por compostagem (processo de degradação biológica aeróbia de resíduos), com capacidade de recepção de 150.000 toneladas de resíduos indiferenciados. No caderno de encargos deste concurso foram estabelecidas algumas cláusulas que seriam determinantes para a implementação do projecto, nomeadamente a de que o processo a utilizar seria o da compostagem e que a gestão e exploração da central seriam feitas por uma empresa, a criar, cujo capital social seria repartido pela AMTRES (51%) e pela empresa adjudicatória da obra ou por quem esta indicasse (49%).

      


Com a conclusão da obra em 1990 - e dando cumprimento ao estipulado no caderno de encargos - foi criada a TRATOLIXO, que passou a assegurar a gestão e exploração da central.

Em 2000, com a adesão do Município de Mafra à AMTRES, o Sistema alcançou a sua configuração actual, abrangendo uma área geográfica de 753 Km2 e servindo uma população de 831 mil habitantes.

Com o esgotamento da capacidade do Aterro Sanitário de Trajouce e tendo dificuldade em encontrar um espaço para o novo aterro, a AMTRES tomou a iniciativa de, no início de 2003, propor à TRATOLIXO o desenvolvimento de um Plano Estratégico cujos objectivos seriam encontrar a solução com maior sustentabilidade económica e ambiental, tendo por base a disponibilidade do Município de Mafra para receber um aterro de refugos, indispensável a qualquer sistema de gestão de resíduos.

Foi então que a TRATOLIXO apresentou, a 10 de Março de 2003, o Plano Estratégico de Resíduos para os Municípios de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra (PERECMOS) tendo o mesmo sido aprovado em Assembleia Intermunicipal da AMTRES em Setembro desse ano. Este Plano estabeleceu as grandes linhas de orientação estratégica, os pressupostos de base, os objectivos e as prioridades, para o sistema AMTRES.

A solução que está hoje a ser implementada (compostagem + digestão anaeróbia + incineração + aterro sanitário de apoio) foi a que resultou deste estudo, aceite e financiado pelo Fundo de Coesão, ao qual se candidatou. Refira-se ainda que esta solução foi considerada como parte integrante da Estratégia Nacional para a Redução dos Resíduos Urbanos Biodegradáveis Destinados aos Aterros (ENRRUBDA), o que lhe confere a conformidade com a política nacional para os resíduos.
Para informação mais detalhada do referido Plano, poderá consultar o PERECMOS - Plano Estratégico de Resíduos para as Áreas dos Municípios de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra.



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